quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Separação da Alma e do Corpo - 2.


Do Livro dos Espíritos: Livro II : Mundo Espírita ou dos Espíritos - Capítulo 3 – Retorno da Vida Corpórea à Vida Espiritual. 

II – Separação da Alma e do Corpo (parte 2).

  158. O exemplo da larva, que primeiro se arrasta pela terra, depois se fecha na crisálida, numa morte aparente, para renascer numa existência brilhante, pode dar-nos uma idéia da vida terrena, seguida do túmulo e por fim de uma nova existência?
  — Uma pálida idéia. A imagem é boa, mas é necessário não torná-la ao pé da letra, como sempre afazeis.

  159. Que sensação experimenta a alma, no momento em que se reconhece no mundo dos Espíritos?
  — Depende. Se fizeste o mal com o desejo desfazê-lo, estarás, no primeiro momento, envergonhado de o haver feito. Para ajusto, é muito diferente: ele se sente aliviado de um grande peso porque não receia nenhum olhar perquiridor.

  160. O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que morreram antes dele?
  — Sim, segundo a afeição que tenham mantido reciprocamente. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a se libertar das faixas da matéria. Vê também a muitos que havia perdido de vista durante a passagem pela Terra; vê os que estão na erraticidade, bem como os que se encontram encarnados, que vai visitar.

  161. Na morte violenta ou acidental, quando os órgãos ainda não se debilitaram pela idade ou pelas doenças, a separação da alma e a cessação da vida se verificam simultaneamente?
  — Geralmente é assim; mas, em todos os casos, o instante que os separa é muito curto.

  162. Após a decapitação, por exemplo, o homem conserva por alguns instantes a consciência de si mesmo?
  — Freqüentemente ele a conserva por alguns minutos, até que a vida orgânica se extinga de uma vez. Mas muitas vezes a preocupação da morte lhe faz perder a consciência antes do instante do suplício.
  Comentário de Kardec: Não se trata, aqui, senão da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo como homem, por meio do corpo, e não como Espírito. Se não perdeu essa consciência antes do suplicio, ele pode conservá-la por alguns instantes, mas de duração muito curta, e a perde necessariamente com a vida orgânica do cérebro. Isso não quer dizer que o períspirito esteja inteiramente desligado do corpo, mas pelo contrário, pois, em todos os casos de morte violenta, quando esta não resulta da extinção gradual das forças vitais, os liames que unem o corpo ao períspirito são mais tenazes, e o desprendimento completo é mais lento.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que  estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

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