sábado, 31 de dezembro de 2011

Noite de Yemanjá!

No Brasil, hoje é dia de homenagear Yemanjá, a Desua Mãe ioruba da água do mar.

Yemanjá ou Ymojá, é uma das maiores deusas africanas. Ela era regente do Rio Ogum, filha do mar.

Yemanjá tem outros nomes: Mama Watta, a Mãe d’água, que teria dado origem a todas as águas e gerado inúmeras divindades. Diz o mito que seu poder era tanto, que até dormindo ela era capaz de continuar criando novas fontes de água, disseminando vida.

A sua representação, era uma mulher madura, com seios fartos e cabelos negros e compridos. Geralmente cercada por conchas e peixes.

Seu nome vem de Yéyè Omo Ejá, que significa “mãe cujos filhos são peixes”. Os nomes que lhe atribuem representam sete caminhos pelos quais é possível chegar à sua origem: o mar, a lagoa, o rio, a fonte, a espuma, as ondas e os arrecifes.

Depois de atravessar o oceano Atlântico, esse orixá se difundiu nas religiões afro-brasileiras, na santeria de Cuba e no Vodu do Haiti. No sincretismo, ela é Virgem Maria.

Para entrar em sintonia com a energia dessa Deusa, vista roupas brancas e leve uma oferenda para ela no mar, no rio ou na lagoa. Flores, colares, pulseiras, moedas, perfumes, sabonetes, espelho ou champanhe, ela aprecia.

Peça para lhe trazer um Ano Novo com muita saúde, paz, amor e ... o faça um pedido especial.

Mas não esqueça de também agradecer!

Feliz 2012 pra todos vocês!


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Vassoura de Fim de Ano.

A Vassoura é um “equipamento” do lar. Um utensílio doméstico e simples de usar.

É também um símbolo do poder sagrado e de um novo começo.

Para algumas sociedades do norte da África, principalmente as que são baseadas na agricultura, a Vassoura que é utilizada para varrer o chão sujo é considerada um objeto de culto.

Na Antiga Roma, após os funerais, costumava-se varrer o chão com a intenção de remover espíritos maus. O gesto enunciava um recomeço.

Para os chineses, usar uma vassoura também significa um recomeço. Por isso, ao fim de cada ano, os chineses varrem a casa para remover qualquer má sorte que esteja querendo chegar para o novo ano que vai se iniciar em breve.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A Energia do Amor.

Entender como funciona a energia pode precisar de um esforço racional porque não é algo palpável, apesar de ser considerada matéria, mas é algo que exige um sutil exercício de percepção. Sendo que em alguns casos pode ser claramente visível. Basta compreender como funciona nosso organismo interno. Quando há um desequilíbrio de forças dentro de nós, logo nos sentimos mal. Na realidade, não nos damos conta que a todo momento dentro de nosso corpo, órgãos e aparelhos estão em movimento influenciando nossas ações. O sangue que corre em nossas veias tem uma energia pois está em movimento constante. O coração que bate, os nervos que sentem, os olhos que enxergam e uma série de outros movimentos também têm uma energia. E tudo isso vai influenciar o seu equilíbrio externo e consequentemente, atingir as pessoas que estão próximas.

Essa energia que circula dentro e fora do nosso corpo e dá vida às nossas ações, é a mesma que permeia o universo organizando os corpos celestes dos sistemas orbitais. Ela é tão intrínseca à criação que seria impossível imaginar a vida sem ela. É também a mesma que influencia o relacionamento entre homens e mulheres. Mas para que haja um equilíbrio, cada um tem que desempenhar a sua função. A briga pela igualdade dos direitos (o movimento feminista que objetiva direitos iguais para ambos os sexos) ajudou bastante às mulheres, e também aos homens, a perceberem que a completude vem das diferenças. Assim como o Tao, em que os opostos se complementam, a mulher e o homem também.

A interação entre as duas forças, a positiva – masculina, e a negativa – feminina, não acontece só na dimensão que envolve nossos espíritos mas também em nosso corpo físico e na própria natureza. Analisando os ciclos, que através dos seus movimentos proporcionam o equilíbrio, vemos o quanto tudo está interligado no universo. E o quanto tudo foi feito para funcionar, sem parar. O movimento é a alma da Criação.

Por exemplo, uma montanha que representa a força masculina, vai irrigar as terras mais baixas e os vales, que receberão a água dos rios. As terras baixas e os vales representam a força feminina. Numa analogia, o feminino é aquele que é capaz de abrigar a vida dentro de si, de fecundá-la. Enquanto que o masculino é o que libera sua energia acumulada. Ao masculino, cabe o lado mais forte enquanto que ao feminino, cabe o papel de receptor da energia.

Talvez o grande desafio do homem e da mulher nas batalhas que travaram pela conquista de seus espaços, esteja nessa sabedoria. A teoria que dá a cada ser o seu devido valor em igual proporção, está certa. Mas foi deturpada pela prática que tornou ambos desiguais. Onde o homem achou que por ser mais forte deveria dominar, e a mulher, por ter caráter de receptora, aceitar tudo que viesse de seu oposto.

Quando a mulher descobriu que os direitos eram iguais para os dois, foi à luta. Mas esqueceu que o seu papel na raça humana precisava de um parceiro que a fizesse entrar em contato com a sua verdadeira essência. Uma terra precisa ser fecundada porque esta é a sua natureza, o seu propósito. E o par da mulher é o seu oposto. É aquele que lhe dá o que ela não tem. A mulher não é a força que gera energia. A mulher é a força que recebe a energia, que a acolhe. Com essa consciência, o par das forças opostas se completa e vive a plenitude da sabedoria.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cliodhna, Deusa da Beleza.

Hoje comemorava-se a deusa Celta da Beleza, Cliodhna.

Cliodhna seria moradora da Terra Prometida e teria legado aos celtas o dom da eloquência.

De acordo com a mitologia, quem beijasse a pedra sagrada dessa deusa, a Blarney Stone, adquiriria o dom da oratória.

A origem da história remonta ao século XIV. Conta a lenda que o construtor do castelo de Blarney pediu ajuda a deusa Cliodhna para resolver uma ação judicial em que estava envolvido. Beijar a primeira pedra que encontrasse de manhã, foi a resposta da Deusa. O resultado deu positivo. A ação na justiça foi ganha com grande eloquência.

Como agradecimento, a pedra beijada foi incorporada no parapeito do castelo. Hoje virou uma lenda. Quem quiser ter seu pedido atendido, especialmente se for para melhorar o dom da oratória, deve beijar essa pedra. Só que ela fica num lugar de difícil acesso. E para alcançá-la, a pessoa tem que ficar de cabeça para baixo pendurada à margem de um barranco.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Confiança no Senhor.

Salmo, 4

1. Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Salmo de Davi.

2. Quando vos invoco, respondei-me, ó Deus de minha justiça, vós que na hora da angústia me reconfortastes. Tende piedade de mim e ouvi minha oração.

3. Ó poderosos, até quando tereis o coração endurecido, no amor das vaidades e na busca da mentira?

4. O Senhor escolheu como eleito uma pessoa admirável, o Senhor me ouviu quando o invoquei.

5. Tremei, mas sem pecar; refleti em vossos corações, quando estiverdes em vossos leitos, e calai.

6. Oferecei vossos sacrifícios com sinceridade e esperai no Senhor.

7. Dizem muitos: Quem nos fará ver a felicidade? Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz de vossa face.

8. Pusestes em meu coração mais alegria do que quando abundam o trigo e o vinho.

9. Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós só, Senhor.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Manifestações Inteligentes.

Do Livro dos Espíritos: Introdução

IV – Manifestações Inteligentes.

Se os fenômenos de que nos ocupamos se restringissem ao movimento dos objetos, teriam permanecido no domínio das ciências físicas; mas não aconteceu assim: estavam destinados a nos colocarem na pista dos fatos de uma ordem estranha. Acreditou-se haver descoberto, não sabemos por iniciativa de quem, que o impulso dado aos objetos não era somente o produto de uma força mecânica cega, mas que havia nesse movimento a intervenção de uma causa inteligente. Esta via, uma vez aberta, oferecia um campo inteiramente novo de observações; era o véu que se levantava sobre muitos mistérios. Mas haverá realmente neste caso uma potência inteligente? Essa é a questão. Se essa potência existe, o que é ela, qual a sua natureza, a sua origem? E ela superior à Humanidade? Tais são as outras questões que decorrem da primeira.

As primeiras manifestações inteligentes verificaram-se por meio de mesas que se moviam e davam determinados golpes, batendo um pé, e assim respondiam, segundo o que se havia convencionado, por “sim” ou por “não” à questão proposta. Até aqui, nada de seguramente convincente para os céticos, porque podia crer-se num efeito do acaso. Em seguida, obtiveram-se respostas mais desenvolvidas por meio das letras do alfabeto: dando o móvel um número de ordem de cada letra, chegava-se a se formarem palavras e frases que respondiam às questões propostas. A justeza das respostas e sua correspondência com a pergunta provocaram a admiração. O ser misterioso que assim respondia, interpelado sobre a sua natureza, declarou que era um Espírito ou Gemo, deu o seu nome e forneceu diversas informações a seu respeito. Esta é uma circunstância muito importante a notar. Ninguém havia então pensado nos Espíritos como um meio de explicar o fenômeno; foi o próprio fenômeno que revelou a palavra. Fazem-se hipóteses freqüentemente nas ciências exatas para se conseguir uma base ao raciocínio; mas neste caso não foi o que se deu.

Esse meio de correspondência era demorado e incômodo O Espírito e esta e também uma circunstância digna de nota, indicou outro. Foi um desses seres invisíveis quem aconselhou a adaptar-se um lápis a uma cesta ou a um outro objeto. A cesta, posta sobre uma folha de papel, é movimentada pela mesma potência oculta que faz girar as mesas; mas, em lugar de um simples movimento regular, o lápis escreve por si mesmo, formando palavras frases discursos inteiros de muitas páginas, tratando das mais altas questões de Filosofia, de Moral, de Metafísica, de Psicologia etc., e isso com tanta rapidez como se escrevesse à mão.

Esse conselho foi dado simultaneamente na América, na França e em diversos países. Eis os termos em que foi dado em Paris, a 10 de Junho de1853, a um dos mais fervorosos adeptos da Doutrina, que há muitos anos desde 1849, se ocupava com a evocação dos Espíritos: “Vá buscar no quarto ao lado a cestinha; prenda nela um lápis, coloque-a sobre o papel e ponha-lhe os dedos na borda”. Feito isso, depois de alguns instantes, a cesta se pôs em movimento e o lápis escreveu legivelmente esta frase: “Isto que eu vos disse proíbo-vos expressamente de dizer a alguém; na primeira vez que escrever, escreverei melhor”.

O objeto a que se adapta o lápis, não sendo mais que simples instrumento sua natureza e sua forma não importam; procurou-se a disposição mais cômoda e foi assim que muitas pessoas passaram a usar uma prancheta.

A cesta ou a prancheta não podem ser postas em movimento senão sob a influência de certas pessoas, dotadas para isso de um poder especial e que se designa pelo nome de médiuns, ou seja, intermediários entre os Espíritos e os homens. As condições que produzem este poder estão ligadas a causas ao mesmo tempo físicas e espirituais ainda imperfeitamente conhecidas porquanto se encontram médiuns de todas as idades, de ambos os sexos e em todos os graus de desenvolvimento intelectual. Essa faculdade, entretanto, se desenvolve pelo exercício.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nascimento de Jesus e outros Deuses.

Hoje, dia 25 de dezembro, é comemorado o nascimento de Jesus. Mas não é um dia especial só para os católicos, ortodoxos ou protestantes. Antigos credos, cultos, também tinham na data de hoje, a celebração de nascimentos importantes para suas culturas. 

Na mitologia celta, hoje a Mãe Terra dá à luz a “criança Sol” que teria vindo para anunciar um novo tempo.

Na Grécia Antiga, comemorava-se o nascimento de Dionísio, o deus do vinho.

No Egito Antigo, a festa era para o nascimento de Hórus, o deus Sol.

Na Índia Antiga, celebrava-se o nascimento de Krishna.

E na Pérsia Antiga, o nascimento de Mitras.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Modresnacht e o Natal.


Modresnacht é uma antiga festa anglo-saxã e alemã dedicada à Grande Mãe Nerthus ou Frau Gode.

Nerthus também era chamada de “A Mãe da Terra do Norte” e simbolizava fertilidade, paz e harmonia familiar. 

As tradições desse festival foram aos poucos sendo adaptadas pelas celebrações do que hoje conhecemos como Natal.

As fogueiras usadas para o Modresnacht, deram lugar a tochas, depois a velas com símbolos rúnicos. As árvores sagradas se transformaram nos pinheiros decorados com bolas. As bolas seriam os planetas. E o Anjo no topo substitui a imagem da Deusa. 

Era comum neste dia as pessoas darem presentes uns aos outros em agradecimento pelas dádivas recebidas ao longo do ano que passou.

A imagem veio daqui.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Deusa Acca Laurentia.


Na Roma Antiga celebrava-se hoje a Larentália, um festival em homenagem a deusa dos Lares Acca Laurentia. Esse festival também significava o retorno da luz após a noite mais escura do ano. 

De acordo com a história do mito,  Acca era esposa do pastor Fáustulo e considerada mãe divina pois teria adotado Rômulo e Remo. Acca teria salvo os dois após terem sido jogados no rio Tibre. 

Enquanto isso, na Anatólia, existia também uma deusa que se chamava Akka,  “A Avó Parteira”, que teria ajudado o nascimento dos deuses.

Em outro mito, mas na Finlândia, Akka seria um espírito feminino. Esposa de Ukko, ela era a deusa da fertilidade. E todas as vezes em que se unia com Ukko, provocava trovões no céu. Ela seria o espírito feminino da natureza, a “mãe terra”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Capricórnio e Saturno.

Período: 22/12 a 20/01

Do Latim Capricornius, é o décimo signo do Zodíaco e considerado como a mais importante dentre as constelações zodiacais pelo significado oculto.

Há duas versões na mitologia a respeito da Constelação de Capricórnio. Uma delas se refere à cabra Amaltea, que teria amamentado Júpiter com seu leite. A outra fala sobre o deus Pã, que teria se transformado em bode deixando seu sinal impresso no espaço sideral.

Confira algumas características dos nativos desse signo:

Virtudes: Diplomacia, perfeccionsimo, trabalho, seriedade

Defeitos: negatividade, teimosia, egoísmo

Pedras Preciosas: Principal, turquesa; complementares, safira e esmeralda.

Flores: Tolu, violeta e bálsamo-do-peru.

Perfumes: Lírio, verbena.

Cores: Marrom, grená, pardo e todos os seus matizes.

Elemento: terra

Regente: Saturno

Signo oposto: Câncer

Palavra-chave: ambição

Frase-chave: EU USO

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Oração contra os Perseguidores.

Salmo, 3

1. Salmo de Davi, quando fugia de Absalão, seu filho.

2. Senhor, como são numerosos os meus perseguidores! É uma turba que se dirige contra mim.

3. Uma multidão inteira grita a meu respeito: Não, não há mais salvação para ele em seu Deus!

4. Mas vós sois, Senhor, para mim um escudo; vós sois minha glória, vós me levantais a cabeça.

5. Apenas elevei a voz para o Senhor, ele me responde de sua montanha santa.

6. Eu, que me tinha deitado e adormecido, levanto-me, porque o Senhor me sustenta.

7. Nada temo diante desta multidão de povo, que de todos os lados se dirige contra mim.

8. Levantai-vos, Senhor! Salvai-me, ó meu Deus! Feris no rosto todos os que me perseguem, quebrais os dentes dos pecadores.

9. Sim, Senhor, a salvação vem de vós. Desça a vossa bênção sobre vosso povo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Minarete, a Torre da Mesquita.

O Minarete é a torre de uma Mesquisa, uma torre fina e com uma sacada de onde o chamador, o Muezim, convoca os fiéis para a oração. O Muezim ou Almuadem, faz diariamente cinco chamadas para a oração. Esse gesto é uma lembrança constante da presença de Alá.

O Minarete também é chamado de Almádena. A palavra vem do árabe “manara”, que significa “emitir luz”. É uma alusão à sua função simbólica de um farol que ilumina a comunidade aos arredores.

A Mesquisa de Hassan II, em Casablanca, Marrocos, possui um Minarete de 210 metros de altura. É considerado o mais alto Minarete do mundo.

No tempo de Maomé, a chamada para a oração era feita no telhado mais alto que estivesse perto da Mesquita. Os primeiros Minaretes surgiram 80 anos após a morte de Maomé. O profeta, também chamado Muhammad, morreu em 8 de junho de 632.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Doutrina e Seus Contraditores.

Do Livro dos Espíritos: Introdução

III – A Doutrina e Seus Contraditores.

A Doutrina Espírita, como toda novidade, tem seus adeptos e seus contraditores. Tentaremos responder a algumas das objeções destes últimos, examinando o valor das razões em que se apóiam, sem termos, entretanto, a pretensão de convencer a todos, pois há pessoas que acreditam que a luz foi feita somente para elas. Dirigimo-nos às pessoas de boa fé, sem idéias preconcebidas ou posições firmadas mas sinceramente desejosas de se instruírem, e lhes demonstraremos que a maior parte das objeções que fazem à doutrina provêm de uma observação incompleta dos fatos e de um julgamento formado com muita ligeireza e precipitação.

Recordaremos inicialmente, em breves palavras, a série progressiva de fenômenos que deram origem a esta doutrina.

O primeiro fato observado foi o movimento de objetos; designaram-no vulgarmente com o nome de mesas girantes ou dança das mesas. Esse fenômeno, que parece ter sido observado primeiramente na América, ou melhor, que se teria repetido nesse país, porque a História prova que ele remonta à mais alta Antiguidade, produziu-se acompanhado de circunstâncias estranhas, como ruídos insólitos e golpes desferidos sem uma causa ostensiva, conhecida. Dali propagou-se rapidamente pela Europa e por outras partes do mundo; a princípio provocou muita incredulidade, mas a multiplicidade das experiências em breve não mais permitiu que se duvidasse da sua realidade.

Se esse fenômeno se tivesse restringido ao movimento de objetos materiais, poderia ser explicado por uma causa puramente física. Estamos longe de conhecer todos os agentes ocultos da Natureza e mesmo todas as propriedades dos que já conhecemos; a eletricidade, aliás, multiplica diariamente ao infinito os recursos que oferece ao homem e parece dever iluminar a ciência com uma nova luz. Não haveria, portanto, nada de impossível em que a eletricidade, modificada por certas circunstâncias, ou qualquer outro agente desconhecido, fosse a causa desse movimento. A reunião de muitas pessoas, aumentando o poder de ação, parecia dar apoio a essa teoria porque se poderia considerar essa reunião como uma pilha múltipla, em que a potência corresponde ao número de elementos.

O movimento circular nada tinha de extraordinário: pertence à Natureza. Todos os astros se movem circularmente; poderíamos, pois, estar em face de um pequeno reflexo do movimento geral do Universo; ou, melhor dito, uma causa até então desconhecida poderia produzir acidentalmente, nos pequenos objetos e em dadas circunstâncias, uma corrente análoga à que impulsiona os mundos.

Mas o movimento não era sempre circular. Freqüentemente era brusco, desordenado, o objeto violentamente sacudido, derrubado, conduzido numa direção qualquer e, contrariamente a todas as leis da estática, suspenso e mantido no espaço. Não obstante, nada havia ainda nesses fatos que não pudesse ser explicado pelo poder de um agente físico invisível. Não vemos a eletricidade derrubar edifícios, arrancar árvores, lançar a distância os corpos mais pesados, atraí-los ou repeli-los?

Supondo-se que os ruídos insólitos e os golpes não fossem efeitos comuns da dilatação da madeira ou de qualquer outra causa acidental, poderiam ainda muito bem ser produzidos por acumulação do fluido oculto. A eletricidade não produz os ruídos mais violentos?

Até esse momento, como se vê, tudo pode ser considerado no domínio dos fatos puramente físicos e fisiológicos. E sem sair dessa ordem de idéias, ainda haveria matéria para estudos sérios, digna de prender a atenção dos sábios. Por que não aconteceu assim? É penoso dizer, mas o fato se liga a causas que provam, entre mil outras semelhantes, a leviandade do espírito humano. De início, a vulgaridade do objeto principal que serviu de base às primeiras experiências talvez não lhe seja estranha. Que influência não teve uma simples palavra, muitas vezes, sobre coisas mais graves! Sem considerar que o movimento poderia ser transmitido a um objeto qualquer, prevaleceu a idéia da mesa, sem dúvida por ser o objeto mais cômodo e porque todos se sentam mais naturalmente em torno de uma mesa que de qualquer outro móvel. Ora, os homens superiores são às vezes tão pueris que não seria impossível certos espíritos de elite se julgarem diminuídos, se tivessem de ocupar-se daquilo que se convencionaria chamar a dança das mesas. É mesmo provável que, se o fenômeno observado por Galvani o tivesse sido por homens vulgares e caracterizado por um nome burlesco, estivesse ainda relegado ao lado da varinha mágica. Qual o sábio que não se teria julgado diminuído ao ocupar-se da dança das rãs’?

Alguns, entretanto, bastante modestos para aceitarem que a Natureza poderia não lhes ter dito a última palavra, quiseram ver para tranqüilidade de consciência. Mas aconteceu que o fenômeno nem sempre correspondeu à sua expectativa, e por não se ter produzido constantemente, à sua vontade e segundo a sua maneira de experimentação, concluíram eles pela negativa. Malgrado, porém, a sua sentença, as mesas, pois que há mesas, continuam a girar, e podemos dizer com Galileu: “Contudo, elas se movem”. Diremos ainda que os fatos se multiplicaram de tal modo que têm hoje direito de cidadania, e que se trata apenas de encontrar para eles uma explicação racional.

Pode-se induzir qualquer coisa contra a realidade do fenômeno pelo fato de ele não se produzir sempre de maneira idêntica, segundo a vontade e as exigências do observador? Os fenômenos de eletricidade e de química não estão subordinados a determinadas condições e devemos negá-los porque não se produzem fora delas? Devemos estranhar que o fenômeno do movimento de objetos pelo fluido humano tenha também as suas condições e deixe de se produzir quando o observador, firmado no seu ponto de vista, pretende fazê-lo seguir ao seu capricho ou sujeitá-lo à leis dos fenômenos comuns, sem considerar que, para fatos novos, pode e deve haver novas leis? Ora, para conhecer essas leis, é necessário estudar as circunstâncias em que os fatos se produzem e esse estudo não pode ser feito sem uma observação perseverante, atenta, e por vezes bastante prolongada.

Mas, objetam algumas pessoas, há freqüentemente fraudes visíveis. Perguntaremos inicialmente se estão bem certas de que há fraudes e se não tomaram por fraudes efeitos que não conseguiram apreender, mais ou menos como o camponês que tomava um sábio professor de física, fazendo experiências, por um destro escamoteador. E mesmo supondo-se que as fraudes tenham ocorrido algumas vezes, seria isso razão para negar o fato? Deve-se negar a Física porque há prestidigitadores que se enfeitam com o título de físicos? É necessário, ao demais, considerar o caráter das pessoas e o interesse que elas poderiam ter em enganar. Seria tudo, então, simples brincadeira? Pode-se muito bem brincar um instante, mas uma brincadeira indefinidamente prolongada seria tão fastidiosa para o mistificador como para o mistificado. Haveria, além disso, uma mistificação que se propaga de um extremo a outro do mundo e, entre as pessoas mais graves, mais veneráveis e esclarecidas, alguma coisa pelo menos tão extraordinária quanto o próprio fenômeno.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O Tao e a Lua.

Os primeiros textos descrevem os taoístas como xamãs que teriam voado para a Lua e aprendido com ela os segredos das mudanças. E a visão que os taoístas tinham do Sol, era de algo constante. Ou seja, para esses xamãs, o aprendizado que a Lua proporcionava com suas fases, era mais interessante do que a constância do Sol.

O Tao é um caminho místico que pode ser seguido vivendo-se em estado de simplicidade e de acordo com os ritmos da natureza.

Encontrar o Tao, ou sentir o Tao, significa “retirar” do coração as ilusões dos sentidos que estão em constante mudança, para que este se torne verdadeiro e eterno.

O Tao é tanto um princípio pessoal quanto cosmológico que descreve a origem do universo e a sua criação.

sábado, 17 de dezembro de 2011

O Torá do Tanakh.

O Torá, do hebraico instrução, apontamento, é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh, o Pentateuco. Eles constituem o texto central do judaísmo.

É o estudo das escrituras sagradas mais importantes da fé judaica.

O Torá é mais do que um repositório de leis e de histórias. Ele possui uma dimensão íntima ou espiritual do próprio mundo. São eles:

Bereshit – No Princípio. Conhecido pela maioria como Gênesis. É o livro que narra a criação do mundo. Nele são apresentados os motivos dos sofrimentos do mundo, a corrupção do ser humano e a aliança que Deus faz com Abraão e seus filhos.

Shemot – Os Nomes. Na Bíblia chama-se Êxodo. Esse livro mostra os fatos ocorridos no exílio, quando os israelitas se tornam escravos na terra do Egito. Narra também a fuga para o deserto e o recebimento da Torá dada por Deus. Mostra também as primeiras revoltas do povo israelita contra Moisés e as condições da peregrinação.

Vayikirã – E Chamou. Levítico, é o nome bíblico. Nesse livro encontram-se os aspectos mais básicos da Korbanot, que são sacrifícios e oferendas dentro do judaísmo, do Cashrut, que são as leis alimentares do judaísmo, e a sistematização do ministério sacerdotal.

Bamidbar – No Deserto. Chamado de Números na Bíblia. A narração da saga dos israelitas continua no deserto nesse livro. Mostra as revoltas do povo e a condenação de Deus à peregrinação de quarenta anos no deserto.

Devarim – Palavras. Na Bíblia chama-se Deuteronômio. É o livro onde estão compilados os últimos discursos de Moisés antes de sua morte e da entrada na Terra de Israel.

O Torá também é chamado de A Lei de Moisés. E toda sinagoga possui um conjunto de pergaminhos escritos à mão em hebraico por um escriba especializado. Pode-se levar um ano para completar o conjunto.

Cada pergaminho possui uma tira que o mantém enrolado, um apoio para leitura e uma coroa.

Esses pergaminhos ficam guardados num armário especial ou numa recâmara, conhecida como Arca Sagrada depois da Arca da Aliança.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Rei de Sião.

Salmo 2

1. Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações?

2. Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo.

3. Quebremos seu jugo, disseram eles, e sacudamos para longe de nós as suas cadeias!

4. Aquele, porém, que mora nos céus, se ri, o Senhor os reduz ao ridículo.

5. Dirigindo-se a eles em cólera, ele os aterra com o seu furor:

6. Sou eu, diz, quem me sagrei um rei em Sião, minha montanha santa.

7. Vou publicar o decreto do Senhor. Disse-me o Senhor: Tu és meu filho, eu hoje te gerei.

8. Pede-me; dar-te-ei por herança todas as nações; tu possuirás os confins do mundo.

9. Tu as governarás com cetro de ferro, tu as pulverizarás como um vaso de argila.

10. Agora, ó reis, compreendei isto; instruí-vos, ó juízes da terra.

11. Servi ao Senhor com respeito e exultai em sua presença; prestai-lhe homenagem com tremor, para que não se irrite e não pereçais quando, em breve, se acender sua cólera. Felizes, entretanto, todos os que nele confiam.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As Renas Mágicas.

Nas tradições das regiões Árticas, as renas são muito importantes, principalmente na cultura Saami. As regiões Árticas incluem a Sibéria e partes do norte da Rússia, o Alasca, nos Estados Unidos, o norte do Canadá, a Groelândia, a Lapônia, na Finlândia, o norte da Noruega e a Suécia.

Criar uma Rena é um símbolo de identidade pessoal, de grupo e de cultura. Elas possuem várias facetas na simbologia da vida e da morte.

É costume, por exemplo, a criança ganhar uma Rena quando nasce seu primeiro dente. Ou então quando recebem um nome ou quando se casam. A ideia é que a nova família tenha um pequeno rebanho de Renas com o qual um casal possa iniciar uma vida nova.

A Rena também está associada com o simbolismo da Lua e também com o ritual funerário e a passagem para a outra vida. Pois há a crença de que esses animais conduzem a alma de uma pessoa que morre para uma vida no mundo superior.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Alma, Princípio Vital e Fluido Vital.

Do Livro dos Espíritos: Introdução

II – Alma, Princípio Vital e Fluido Vital.

Há outra palavra sobre a qual igualmente devemos entender-nos, porque é uma das chaves de toda doutrina moral e tem suscitado numerosas controvérsias, por falta de uma acepção bem determinada; é a palavra alma. A divergência de opiniões sobre a natureza da alma provém da aplicação particular que cada qual faz desse vocábulo. Uma língua perfeita, em que cada idéia tivesse a sua representação por um termo próprio, evitaria muitas discussões; com uma palavra para cada coisa, todos se entenderiam.

Segundo uns, a alma é o princípio da vida orgânica material; não tem existência própria e se extingue com a vida: é o puro materialismo. Nesse sentido e por comparação, dizem de um instrumento quebrado, que não produz mais som, que ele não tem alma. De acordo com esta opinião, a alma seria um efeito e não uma causa.

Outros pensam que a alma é o princípio da inteligência, agente universal de que cada ser absorve uma porção. Segundo estes, não haveria em todo o universo senão uma única alma, distribuindo fagulhas para os diversos seres inteligentes, durante a vida; após a morte, cada fagulha volta à fonte comum, confundindo-se no todo, como os córregos e os rios retornam ao mar de onde saíram. Esta opinião difere da precedente em que, segundo esta hipótese, existe em nós algo mais do que a matéria, restando qualquer coisa após a morte; mas é quase como se nada restasse, pois não subsistindo a individualidade não teríamos mais consciência de nós mesmos. De acordo com esta opinião, a alma universal seria Deus e cada ser uma porção da Divindade; é esta uma variedade do Panteísmo.

Segundo outros, enfim, a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva a sua individualidade após a morte. Esta concepção é incontestavelmente a mais comum, porque, sob um nome ou outro, a idéia desse ser que sobrevive ao corpo se encontra em estado de crença instintiva, e independente de qualquer ensinança, entre todos os povos, qualquer que seja o seu grau de civilização. Essa doutrina, para a qual a alma é causa e não efeito, é a dos espiritualistas.

Sem discutir o mérito dessas opiniões e não considerando senão o lado lingüístico da questão, diremos que essas três aplicações da palavra alma constituem três idéias distintas, que reclamariam cada uma um termo diferente.

Essa palavra tem, portanto, significação tríplice, e cada qual está com a razão, segundo o seu ponto de vista ao lhe dar uma definição; a falha se encontra na língua, que não dispõe de mais de uma palavra para três idéias. Para evitar confusões, seria necessário restringir a acepção da palavra alma a uma de suas idéias. Escolher esta ou aquela é indiferente, simples questão de convenção, e o que importa é esclarecer. Pensamos que o mais lógico é tomá-la na sua significação mais vulgar, e por isso chamamos ALMA ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo. Ainda que este ser não existisse e não fosse mais que um produto da imaginação, seria necessário um termo para designá-lo.

Na falta de uma palavra especial para cada uma das duas outras idéias, chamaremos:

Princípio vital, o princípio da vida material e orgânica, seja qual for a sua fonte, que é comum a todos os seres vivos, desde as plantas ao homem. A vida podendo existir, sem a faculdade de pensar, o princípio vital é coisa distinta e independente. A palavra vitalidade não daria a mesma idéia. Para uns, o princípio vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz quando a matéria se encontra em dadas circunstâncias; segundo outros, e essa idéia é a mais comum, ele se encontra num fluido especial, universalmente espalhado, do qual cada ser absorve e assimila uma parte durante a vida, como vemos os corpos inertes absorverem a luz. Este seria então o fluido vital, que, segundo certas opiniões, não seria outra coisa senão o fluido elétrico animalizado, também designado por fluido magnético, fluido nervoso etc.

Seja como for, há um fato incontestável, pois resulta da observação: é que os seres orgânicos possuem uma força íntima que produz o fenômeno da vida, enquanto essa força existe; que a vida material é comum a todos os seres orgânicos, e que ela independe da inteligência e do pensamento; que a inteligência e o pensamento são faculdades próprias de certas espécies orgânicas; enfim, que, entre as espécies orgânicas dotadas de inteligência e pensamento, há uma dotada de um senso moral especial que lhe dá incontestável superioridade perante as outras, e que é a espécie humana.

Compreende-se que, com uma significação múltipla, a alma não exclui o materialismo, nem o panteísmo. Mesmo o espiritualista pode muito bem entender a alma segundo uma ou outra das duas primeiras definições, sem prejuízo do ser material distinto, ao qual dará qualquer outro nome. Assim, essa palavra não representa uma opinião: é um Proteu, que cada qual ajeita a seu modo, o que dá origem a tantas disputas intermináveis.

Evitaríamos igualmente a confusão, mesmo empregando a palavra alma nos três casos, desde que lhe ajuntássemos um qualificativo para especificar a maneira pela qual a encaramos ou a aplicação que lhe damos. Ela seria então um termo genérico, representando ao mesmo tempo o princípio da vida material, da inteligência e do senso moral, que se distinguiriam pelo atributo, como o gás, por exemplo, que se distingue ajuntando-se-lhe as palavras hidrogênio, oxigênio e azoto. Poderíamos dizer, e talvez fosse o melhor, a alma vital para designar o princípio da vida material, a alma intelectual para o princípio da inteligência, e a alma espírita para o princípio da nossa individualidade após a morte. Como se vê, tudo isto é questão de palavras, mas questão muito importante para nos entendermos. Dessa maneira, a alma vital seria comum a todos os seres orgânicos: plantas, animais e homens; a alma intelectual seria própria dos animais e dos homens, e a alma espírita pertenceria somente ao homem.

Acreditamos dever insistir tanto mais nestas explicações, quanto a Doutrina Espírita repousa naturalmente sobre a existência em nós de um ser independente da matéria e que sobrevive ao corpo. Devendo repetir freqüentemente a palavra alma no curso desta obra, tínhamos de fixar o sentido em que a tomamos, a fim de evitar qualquer engano.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Santa Lucia de Siracusa.

Hoje é dia de Santa Lúcia de Siracusa. Também conhecida como Santa Luzia.

Era uma jovem siciliana, venerada pelos católicos como virgem e mártir. Teria nascido por volta do ano 283 e falecido em 304 durante as perseguições de Diocleciano, em Siracusa.

A veneração a esta Santa foi uma das mais populares, junto com Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês. Só em Roma, chegou a existir 20 templos dedicados ao culto desta santa.

Santa Lúcia é padroeira dos oftalmologistas e daqueles que têm problemas de visão.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Vida e os Sìmbolos.

Os símbolos podem ser vistos como o coração da identidade cultural de um povo.

Tanto as coisas animadas quanto as inanimadas são passíveis de inspiração para a formação de um símbolo. Figuras, metáforas, sons e gestos, personificações em mitos e lendas ou em rituais e costumes, são vistos como símbolos. A própria natureza interagindo com o homem, é repleta deles.

O conceito do simbolismo sempre esteve presente na história da humanidade. Todas as culturas humanas, as estruturas sociais e os sistemas religiosos com seus símbolos contribuíram para uma visão maior do mundo em que vivemos. Contribuíram para o conhecimento do nosso universo e de nós mesmos.

Confúcio, antigo sábio chinês, dizia: “Os signos e os símbolos governam o mundo, não as palavras e as leis”.

A imagem veio daqui.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O Budismo a o Stupa.

O Stupa é um dos símbolos mais importantes do Budismo. É um tipo de monumento ou parte de um templo, construído em forma de torre, circundada por uma abóbada e às vezes com um ou vários chanttras, que são toldos de lona. A palavra Stupa significa “ponto mais alto”.

Originalmente, os Stupas eram monumentos funerários que continham as relíquias sagradas do Buda ou algo de seus principais discípulos.

Além de ser um símbolo da libertação final do samsara, o Stupa é também um símbolo cósmico.

O Stupa é uma abóbada que representa tanto o mundo em forma de ovo, quanto o ventre. E as relíquias que ele guarda são como as sementes da vida.

Geralmente, a abóbada fica num pedestal quadrado alinhada com os quatro pontos cardinais. É a representação da abóbada celeste apoiada sobre a Terra.

Com o passar dos séculos, o Stupa acabou se tornando um local para adoração. Também chegaram a ser construídos para comemorar eventos importantes.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Espiritismo e Espiritualismo.

Do Livro dos Espíritos: Introdução

I- Espiritismo e Espiritualismo.

Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos. As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo têm uma significação bem definida; dar-lhes outra, para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas da anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem quer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria é espiritualista; mas não se segue dai que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.

Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo, empregaremos, para designar esta última crença, as palavras espírita e espiritismo, nas quais a forma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo têm a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para espiritualismo a sua significação própria. Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.

Como especialidade O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual apresenta uma das fases. Essa a razão por que traz sobre o título as palavras: Filosofia Espiritualista.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O Caminho do Bem e do Mal.

Salmo, 1

1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.

2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.

3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.

4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.

5. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.

6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Oxum e Nossa Senhora da Conceição.

Hoje é dia de Nossa Senhora da Conceição. No sincretismo religioso, ela é Oxum, o orixá da água doce dos rios, do amor, da beleza, da riqueza e da diplomacia.

Deixo abaixo uma prece dedicada ao dia de hoje.

Saravá Mamãe Oxum.


Saravá protetora dos velhos, crianças e dos desamparados.

Estendei o Vosso Manto sobre as nossas cabeças.

Dai-nos forças para não cairmos extenuados pelo cansaço e pelo desânimo.

Dai-nos forças para não nos perdermos nos caminhos da ingratidão e da descrença.

Amparai-nos com o Vosso poder, para que não nos enveredemos pelas estradas escuras do pecado, da ambição, do ódio e da maldade.

Afastai de nosso coração o sentimento de vingança.

Dai-nos forças para sabermos perdoar os que nos ofendem, os que nos insultam, os que nos perseguem e os que nos humilham.

A Vós Mamãe Oxum, que sois o reflexo divino da Excelsa Nossa Senhora da Conceição erguemos as nossas preces em agradecimento pelas bênçãos que iremos receber através da Vossa interseção junto a Pai Oxalá.

Nas águas das cachoeiras, nos lagos e nos rios, a Vossa força irradia proteção e luz para os sofredores, os enfermos e os angustiados.

Ajoelhamo-nos ante o Vosso Manto luminoso e suplicamos com toda a nossa fé que não nos abandoneis nas horas de aflição e amargura.

Ajudai-nos Mamãe Oxum, protegei-nos agora e sempre.

Dai-nos maleime pelas nossas faltas.

Perdoai os nossos erros e as nossas omissões.

Lançai o esplendor da Vossa luz em nossos caminhos para que nossa humildade se transforme em força, afim de chegarmos até Vós.

Saravá Mamãe Oxum.

Salve Nossa Senhora da Conceição.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O que é Cabalá?

A Cabala é uma sabedoria milenar que procura explicar os grandes mistérios do universo e tudo que o compõe.

Essa sabedoria revela também um sistema que se aplicado às nossas vidas, viveríamos de forma plena e feliz. Deixo abaixo algumas definições sobre o que a Cabalá.


Resposta 1 : Cabala (também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) é uma sabedoria que investiga a natureza divina. Kabbalah (קבלה QBLH) é uma palavra de origem hebraica que significa recepção.

Resposta 2 : A Cabala é um método simples e preciso que averigua e define a posição do ser humano no universo. A sabedoria da Cabala nos diz por que o homem existe, por que nasce, por que vive, qual é o propósito de sua vida, de onde vem e para onde vai quando completa sua vida neste mundo. (...) A palavra “Cabala” se deriva do verbo em hebreu “lekabbel”, isto é, receber. A Cabala descreve os motivos das ações como “o desejo de receber”. Este desejo se refere à recepção de diversas classes de influências. Para isso, cada um está disposto, em geral, a investir um grande esforço. A questão é: Como alcançar o máximo de influências pagando o preço mínimo? Cada um tenta responder a esta pergunta a sua maneira.

Resposta 3 : A tradução literal da palavra Cabalá é 'aquilo que é recebido". Para receber, devemos ser receptivos. Devemos nos abrir, criando um receptáculo para absorver aquilo que desejamos entender, até nos tornarmos parte da Cabalá. Abrir o ser para uma realidade mais elevada, visualizar o espírito dentro da matéria, elevar nossa consciência até o ponto em que nossa percepção da realidade é completamente mudada, e o Divino dentro de toda a Criação é revelado.

Resposta 4 : Cabalá Mahuti é uma linha de pensamento que busca o resgate dos valores, ritos e elementos da antiga tradição dos hebreus ainda nos tempos pré-bíblicos. Com uma profunda relação com os elementos da natureza, a escola Mahuti (Essencial) é um retorno às raízes mais antigas da Cabalá.

A base da Tradição Mahuti está construída em três elementos: o aprendizado, a meditação e a celebração.


Resposta 5 : É uma filosofia de vida baseada no lado místico dos judaicos. A idéia é que as pessoas expressem o amor divino cada dia de suas vidas. Algumas pessoas pensaram que esses ensinamentos foram revelados para Adam, enquanto outros acreditaram que esses ensinamentos foram secretamente ditos por Moisés no Monte Sinai quando ele recebeu Torah e os dez mandamentos.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

São Nicolau e os Xamãs.

Hoje é dia de São Nicolau, ou Santa Klaus. Mais conhecido como Papai Noel.

É associado ao deus Odin, um deus maior entre os povos germânicos antes da cristianização. 

Apesar da imagem de Santa Kalus ter surgido só no século XIX, ela é repleta de símbolos antigos.

Segundo a lenda, ele vinha da região Norte, direção considerada sagrada pela Antiga religião.

A roupa de São Nicolau tinha as cores da Deusa. Era vermelha, branca e preta. A carruagem era puxada por oito renas que representam as oito direções da tradição xamânica. E ele descia pela chaminé trazendo presentes, como faziam os xamãs nórdicos quando em estado de transe, desciam para o mundo subterrâneo e traziam as bênçãos de cura das adivinhações para os moradores dos iglus.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Arinna, Deusa da Luz.

Hoje comemorava-se Arinna, a deusa-sol. Era uma divindade subterrânea correspondente à deusa hatita Wurusemu, da Anatólia. Arinna também se assemelhava à deusa leonina Hepat, guardiã da Justiça.

Arinna era esposa do deus do Tempo, chamado Im, e a quem era superior. A Deusa Luz indicava a existência de uma religião matrifocal nesta cultura.

Aproveite a energia desse dia e celebre a luz com reverências ao Sol como fonte de vida, calor e luz. Se puder, use um cristal citrino ou um topázio em seu chacra solar para se energizar. Vestir amarelo também é uma boa dica para o dia de hoje.

domingo, 4 de dezembro de 2011

O Livro dos Espíritos.

Sobre esta Obra:

Com este livro surgiu no mundo o Espiritismo. Sua primeira edição foi lançada a 18 de abril de 1857, em Paris, pelo editor E. Dentu, estabelecido no Falais Royal, Galérie d’0rléans, 13. Três novidades, à maneira das tríades druídicas, apareciam com este livro: a Doutrina Espírita, a palavra Espiritismo, que a designava; e o nome Allan Kardec, que provinha do passado celta das Gálias.

A primeira novidade era apresentada como antiga, em virtude de representar a eterna realidade espiritual, servindo de fundamento a todas as religiões de todos os tempos: a Doutrina Espírita. Era, entretanto, a primeira vez que aparecia na sua inteireza, graças à revelação do Espírito de Verdade prometida pelo Cristo. A segunda, a palavra Espiritismo, era um neologismo criado por Kardec e desde aquele momento integrado na língua francesa e nos demais idiomas do mundo. A terceira representava a ressurreição do nome de um sacerdote druida desconhecido.

A maneira por que o livro fora escrito era também inteiramente nova. O Prof. Denizard Hippolyte Léon Rivail fizera as perguntas que eram respondidas pelos Espíritos, sob a direção do Espírito de Verdade, através das cestinhas-de-bico. Psicografia indireta. Os médiuns, duas meninas, Caroline Baudin, de 16 anos, e Julie Baudin, de 14, colocavam as mãos nas bordas da cesta e o lápis (o bico) escrevia numa lousa. Pelo mesmo processo, o livro foi revisado pelo Espírito de Verdade, através de outra menina, a Srtª Japhet. Outros médiuns foram posteriormente consultados e Kardec informa, em Obras Póstumas: “Foi dessa maneira que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho”.

Este livro é, portanto, o resultado de um trabalho coletivo e conjugado entre o Céu e a Terra. O Prof. Denizard não o publicou com o seu nome ilustre de pedagogo e cientista, mas com o nome obscuro de Allan Kardec, que havia tido entre os druidas, na encarnação em que se preparava ativamente para a missão espírita. O nome obscuro suplantou o nome ilustre, pois representava, na Terra, a Falange do Consolador. Esta falange se constituía dos Espíritos Reveladores, sob a orientação do Espírito de Verdade e dos pioneiros encarnados, com Allan Kardec à frente.

A 16 de março de 1860, foi publicada a segunda edição deste livro, inteiramente revisto, reestruturado e aumentado por Kardec, sob orientação do Espírito de Verdade, que, desde a elaboração da primeira edição, já o avisara de que nem tudo podia ser feito naquela. Assim, a primeira edição foi o primeiro impacto da Doutrina Espírita no mundo, preparando ambiente para a segunda que a completaria. Toda a Doutrina está contida neste livro, de forma sintética, e foi posteriormente desenvolvida nos demais volumes da Codificação.

Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica, em linguagem clara e simples, para divulgação popular, este livro é um verdadeiro tratado filosófico que começa pela Metafísica, desenvolvendo cm novas perspectivas a Ontologia, a Sociologia, a Psicologia, a Ética, e estabelecendo as ligações históricas de todas as fases da evolução humana em seus aspectos biológico, psíquico, social e espiritual. Um livro para ser estudado e meditado, com o auxílio dos demais volumes da Codificação.

José Herculano Pires, tradutor.

Esse é um trecho do Livro dos Espíritos, primeiro Livro da Codificação Espírita feita por Allan Kardec, que estará sendo postado aos poucos no Blog Agenda Esotérica.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Airmid, Deusa da Cura.

Hoje, na Irlanda, comemorava-se Airmid, a deusa da cura e da medicina.

Airmid era uma famosa curandeira celta que pertencia aos Tuatha de Danaan, grupo de divindades pré-celtas.

Quando alguém queria curar uma doença ou ferimento com ervas, a Deusa surgia para ajudar no processo de escolha das ervas.

Ela aparecia vestida com um manto coberto de ervas.

Conta a lenda que Airmid tinha um irmão que sabia tudo sobre as ervas que tinham o poder de cura. Juntos, Arimid e Miach, realizavam muitas curas. O dom de conhecer as ervas foi herdado do pai, que também era curandeiro. Só que Miach se mostrava muito mais talentoso. Isso despertou a inveja do próprio pai que num acesso de loucura, matou o filho.

Airmid ficou tão desolada que chorou por um ano a perda do irmão. As lágrimas que caíam na terra fizeram nascer a cada dia uma erva diferente. A deusa as recolheu e as guardou sob o seu manto para que quando encontrasse alguém doente ou ferido pelo caminho, pudesse ajudá-lo.

Quando seu pai descobriu o segredo de Airmid, tomou o manto da filha e o jogou no chão espalhando as ervas sobre a terra para que os homens não se beneficiassem daquilo que foi o motivo de sua desgraça.

Mas quando a guerra chegou, a família foi ajudar os feridos e o pai de Airmid teve a ideia de criar a Fonte Sagrada da Cura. Juntos colheram erva por erva de toda Irlanda para abastecer a fonte.

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