segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Santa Lídia

Santa Lídia foi contemporânea de São Paulo, Lucas, Timóteo e Silas. Foi uma das primeiras mulheres na Europa a se tornar cristã e uma das primeiras a se tornar santa, sendo venerada desde o início do cristianismo.

Nasceu em Tiatira, na Grécia, e se estabeleceu em Filipos, colônia romana, também em território grego. Ela era uma mulher rica, influente e dona do seu próprio negócio. Comercializava púrpura, cor usada somente por reis, rainhas e nobres.   

Lídia tinha sido pagã mas quando ouviu São Paulo, abraçou o cristianismo tornando-se evangelizadora. Sua residência abrigou São Paulo e seus companheiros e fez de sua casa a primeira Igreja da Europa.

É padroeira dos tintureiros e comerciantes. Sua festa é comemorada no dia 3 de agosto.  

domingo, 2 de agosto de 2020

Dia do Perdão

Segundo a história, em 1216, São Francisco de Assis estava na pequena igrejinha da Porciúncula, quando viu uma luz sobre o altar. Era Cristo revestido de luz e, à sua direita, Nossa Senhora cercada por anjos.

-"Pede o que deseja para a salvação das almas", disse Jesus.


A resposta de Francisco foi imediata.


- "Santíssimo Pai, eu sei que sou um miserável e pecador, te peço para que todos os penitentes que se confessarem e irem visitar esta igreja seja lhes concedido amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todos as culpas".


- "Aquilo que tu me pedes, Francisco, é grande", lhe disse o Senhor. "Porém de coisas maiores tu és digno e as terás. Acolho, portanto, o teu pedido, mas quero que tu peças ao meu vigário na terra, de minha parte, esta indulgência".

São Francisco foi então pedir ao Papa Honório II o perdão das almas aflitas. O Papa concedeu-lhe um dia por ano a indulgência do perdão para aqueles que fossem visitar a Igreja de tal revelação. Tempos depois, o Papa Pio XII estendeu a indulgência para toda a Igreja Católica.

sábado, 1 de agosto de 2020

Santo Afonso Maria de Ligório


Afonso Maria de Ligório foi um bispo católico cuja maior contribuição foi no campo da teologia moral. Afonso nasceu em 27 de setembro, de 1696, em Marianella, Reino de Nápoles, parte sul da península itálica. 

Aos 12 anos, Afonso entrou para a faculdade de direito, se formando quatro anos depois. Fez doutorado nos direitos civil e canônico. Mas não se sentia feliz advogando. Seu desejo era assegurar a salvação de sua alma. Depois de 8 anos, finalmente abandonou a carreira de advogado e decidiu se tornar noviço no Oratório de São Filipe Néri. Sua intenção era ser padre. A família tentou dissuadi-lo mas ele estava determinado. 

Foi ordenado padre aos 26 anos. Passou a cuidar dos jovens mendigos e marginalizados de Nápoles. Os ajudava incentivando-os a buscarem um propósito na vida. Criou as “Capelas Noturnas”, que eram gerenciadas pelos próprios mendigos. Rapidamente, essas capelas viraram centros de oração, pregação, atividades comunitárias e educação. Quando faleceu, em 1787, já existiam 72 funcionando com mais de dez mil participantes ativos. 

No ano 1732, Afonso fundou a “Congregação do Santíssimo Redentor”, com o objetivo de ensinar e pregar nas favelas das cidades maiores e em regiões empobrecidas. Trinta anos mais tarde, em 1762, Afonso foi consagrado bispo de Santa Ágata dos Godos. Durante seu episcopado escreveu sermões, livros e artigos que encorajavam a devoção ao Santíssimo Sacramento e à Virgem Maria. 

Afonso recebeu a permissão de se aposentar no ano 1775. Foi viver em Pagani, Reino de Nápoles, numa comunidade redentorista e morreu em 1 de agosto de 1787, aos 90 anos de idade.  Foi beatificado, em 1816, pelo Papa Pio VII e canonizado, em 1839, pelo Paga Gregório XVI. Em 1950, o Papa Pio XII, declarou-o santo padroeiro dos confessores e moralistas.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

São Germano de Auxèrre


São Germano foi um nobre que nasceu em Auxèrre, na Gália, região atual da França, no ano 378. E, em um determinado momento de sua vida, abandonou a riqueza para abraçar a Cristo.

Quando jovem, estudou letras, na Gália, e direito, em Roma. Foi também em Roma que casou-se com Eutásquia, uma nobre. Exerceu o ofício da jurisprudência por cinco anos mas o imperador romano, à época, Flávio Honório, tinha outros planos para o seu futuro. Germano foi enviado de volta à Gália para que se tornasse duque e governador de várias províncias. Além de cumprir suas funções administrativas, Germano também se tornou general do exército das terras que estavam sob o seu comando.

No ano 418, o Bispo de Auxèrre, pressentindo que em breve morreria, chamou Germano para que este fosse o seu sucessor, mas sem o assunto lhe adiantar. Após Germando entrar na igreja, o bispo ordenou que as portas fossem fechadas e que ninguém mais entrasse. Passado algumas horas, quando as portas se abriram, saiu de lá um outro Germano. Ele havia sido convertido ao cristianismo e teve os seus cabelos cortados pelo bispo. Quando alguém se torna clérigo, abandona vaidade, ostentação e riquezas, caso as tenha. E se isso acontece com um duque, ele é destituído do seu ducado e também renuncia aos seus direitos.

Não ficou registrado para à história como o Bispo de Auxèrre convenceu Germano a se tornar seu sucessor. Pouco tempo depois, o novo bispo distribuiu seus bens para os pobres abdicando de uma vida luxuosa. Durante o seu bispado, Germano construiu um grande mosteiro dedicado aos Santos Cosme e Damião.

Em 429, o bispo Germano lutou na Gália e na Bretanha contra o pelagianismo, doutrina segundo a qual o homem era responsável por sua própria salvação. Esse fundamento, minimizava o papel da graça divina. Foi durante essa viagem à Bretanha que avistou uma menina no meio da multidão que o rodeava e apontando para ela disse que seria desposada por Cristo. Estava o Bispo Germano profetizando o futuro da jovem que se tornaria Santa Genoveva.

Quando seguia para sua segunda viagem à Inglaterra, 16 anos mais tarde, encontrou Genoveva apoiando pagãos francos para promover sua expansão e incentivando-os à conversão cristã. Genoveva era para Germano uma filha espiritual. 

Quando chegou em terras britânicas, ajudou os ingleses no contra ataque a invasores pictos e saxões, com o grito de guerra “Aleluia”. O som ecoou nas montanhas de uma tal forma que o exército invasor, temendo estar diante de um número de soldados gigantesco, recuou. Abandonaram suas armas e bateram em retirada. 

Pouco tempo depois, Germano viajou até Ravena para pedir ao Imperador clemência para os habitantes de Armórica, região da Gália que incluía a península da Bretanha. Os habitantes tinham se rebelado contra o duque e general romano Flavio Aécio. Germano conseguiu alcançar seu objetivo, mas faleceu durante sua estada em Ravena, na Itália, no dia 31 de Julho de 448, aos 70 anos de idade.

São Germano de Auxèrre se tornou um santo venerado pela igrejas católica e ortodoxa. É padroeiro de Auxèrre e bastante idolatrado na França e na Grã-Bretanha.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

São Crisólgo, Bispo de Ravena


Pedro Crisólogo foi um bispo católico que nasceu em Ímola, uma província de Ravena, na Itália, no ano 380. Seu cognome vem do grego e significa, palavra de ouro. Autor de belas homilias, é também conhecido como Doutor da Igreja por causa de suas belas homilias. É venerado por católicos e ortodoxos.

Pedro era filho de pais cristãos. Educado na fé, logo cedo foi ordenado diácono. Seus discursos eram curtos mas muito inspiradores. Ele justificava os textos curtos dizendo que temia entediar seus ouvintes.

Em 433, o Imperador romano, Valentiniano III, filho da imperatriz romana Galla Placídia, indicou Pedro para ser Bispo de Ravena. E ele se tornou o primeiro bispo ocidental a ocupar a diocese, sendo consagrado pelo Papa Xisto III.

Ganhou a fama de palavras de ouro, quando Placídia, após ouvir a primeira homilia de Pedro, enquanto bispo, chamou-o de Crisólogo. A partir de então, a imperatriz começou a financiar os projetos do recém nomeado bispo.

Sua pregações eram um exemplo de fé e de amor ao Evangelho. Escreveu ao todo, que se tem registro, 176 homilias de cunho popular. Nelas, explica os dogmas e liturgias da igreja de forma simples, direta e atrativa. Também defendeu o direito dos fiéis de poder comungar todos os dias. Foi um religioso prudente e zeloso.

Em 450 pressentiu que chegara a sua hora. Pediu dispensa do bispado e retornou à sua terra natal. Um dia após chegar em Ímola, rezou pela manhã a Santa Missa, na igreja de São Cassiano, e pediu aos seus fiéis que fosse enterrado perto do altar. Poucas horas depois, ao meio dia, faleceu.

Há controvérsias sobre a data de sua morte. Uma antiga referência, aponta para 2 de dezembro, de 450. Enquanto, outra, 31 de julho, de 451.  Quando foi declarado Doutor da Igreja, em 1729, pelo Papa Bento XIII, sua festa, que até então era comemorada dia 4 de dezembro, passou a ser 30 de julho e, o ano de sua morte, 450.

Eis alguns trechos de suas homilias:
"Os que passaram, viveram para nós; nós, para os vindouros, e ninguém para si."  

"Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto, em seu benefício, o coração de Deus, não feche o seu a quem o suplica."
"A oração é uma das três coisas que sustentam a fé. As outras duas são o jejum e a misericórdia. O que a oração pede, o jejum obtém e a misericórdia recebe. Unidos, a oração, o jejum e a misericórdia tudo podem. O jejum é a alma da oração, e a misericórdia a vida do jejum. Não os separeis jamais. Quem um não tiver, nenhum dos três terá; donde se segue que quem ora deve jejuar, e quem jejua deve exercer obras de misericórdia."

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Olavo II, da Noruega


Olavo II Haraldsson, também conhecido como Olavo, o Santo, foi rei da Noruega entre 1015 a 1028. Era filho de um líder Vïking, que descendia do primeiro rei da Noruega unificada.

Aos 12 anos iniciou suas aventuras no mar comandando uma pequena frota e vários homens. Durante sua juventude, viveu como um verdadeiro viking. Além de pilhar cidades e ameaçar seus habitantes, também atuou em algumas batalhas em nome do rei da Inglaterra. Viajou por vários países, sobretudo pelo norte da Europa. Mas perto de completar 20 anos de idade, Olavo II teve um sonho profético que mudou seu destino. Ele sonhou que estava sendo coroado rei da Noruega. Considerou o sonho um pedido de Deus e decidiu retornar para a sua terra natal.

No caminho de volta, Olavo II atracou na Normandia, e ali passou o inverno. Ficou hospedado na corte de Ricardo II, o Bom, e no tempo em que esteve lá, se converteu ao cristianismo.

Vale lembrar que a Noruega, à essa época, estava sendo governada por dinamarqueses que a ocuparam no ano 1000. Então, quando Olavo II chega ao seu país de origem, em 1015, reúne provas de que é descendente do rei Haroldo I, consegue ser proclamado rei e expulsa os governantes dinamarqueses.

No seu reinado, Olavo II introduziu uma administração centralizada, deu seguimento a conversão dos noruegueses iniciada com os monarcas anteriores, e ergueu várias igrejas por todo o território. Apesar de não ser clérigo, pregava o Evangelho. Reformulou as leis do seu país com base nos mandamentos bíblicos. Combateu superstições, heresias, idolatrias e crenças contrárias ao cristianismo.

Após 13 anos do reinado de Olavo II, os dinamarqueses invadiram a Noruega e tomaram de novo o poder. O rei, sem conseguir proteger seu povo da invasão, se afastou. Durante dois anos, Olavo II procurou um modo de recuperar seu trono. A oportunidade aconteceu numa batalha que ficou conhecida como Batalha de Stiklestad, uma das mais célebres da Noruega. Mas foi neste combate, no dia 29 de julho, de 1030, que Olavo II foi martirizado e ferido mortalmente.

Se Olavo II começou a vida como pagão e guerreiro, e depois tendo se convertido ao cristianismo, após a sua morte passou a operar milagres. O primeiro milagre aconteceu quando estavam preparando o seu corpo para o funeral. Um homem cego que estava próximo, tocou na água que estava sendo usada para tirar as manchas de sangue da ferida de Olavo II. O cego, ao tocar com as mãos molhadas os olhos, passou a enxergar. Pouco tempo depois, outros milagres aconteceram e rapidamente seus feitos milagrosos se espalharam pela Escandinava, Inglaterra e outras terras do mar Báltico.

Um ano após sua morte, quando seu caixão fora aberto, seu corpo estava milagrosamente bem preservado. Foi declarado santo. Em 1164, Olavo II, foi canonizado por um bispo a mando do Papa Alexandre III e tornou-se patrono da Noruega. É hoje um dos poucos santos noruegueses reconhecidos pela igreja católica.

Fontes: Wikipedia, ZAP-aeiou e Seguindo Passos da História 

terça-feira, 28 de julho de 2020

Afonsa da Imaculada Conceição


Afonsa Muttathupadathu, também conhecida como Afonsa da Imaculada Conceição, é a primeira santa indiana. Ela nasceu no século passado, no dia 19 de agosto, de 1910, num lugar onde hoje se chama Kerala, na Índia. De uma família católica e de origem nobre, Afonsa ficou órfã de mãe aos 3 meses de idade. Foi criada por uma tia materna que a iniciou na fé e na oração católicas.

Quando fez 13 anos, sua tia insistiu para que se casasse mas Afonsa já estava determinada a seguir uma vida religiosa. Com a intenção de ter um aspecto físico desfigurado, que a livrasse de algum homem de se interessar por ela, chegou a colocar os pés em brasas incandescentes. Isso fez com que sua mentora desistisse de casá-la. 

Aos 17 anos, Afonsa ingressou na ordem das Clarissas Franciscanas de Kochi, no Kerala. E nove anos mais tarde, fez seus votos perpétuos, assumindo o nome religioso de Afonsa da Imaculada Conceição. 

Santa Afonsa tinha a saúde bastante debilitada desde a sua adolescência, o que a fez passar por muitos sofrimentos físicos durante a sua vida. Mesmo assim, enfrentava-os com muita resignação e sem se lamentar. As irmãs franciscanas queriam que ela voltasse para casa para ter um tratamento mais adequado. Mas ela queria levar uma vida de penitência e oração. 

Afonsa da Imaculada Conceição já havia sofrido com tuberculose e de muitas outras dores que nenhum médico descobria a causa. Mas a última doença que a afetou, foi um tumor que se que se espalhou agressivamente pelo seu corpo. Faleceu no dia 28 de julho, de 1946, pronunciando os nomes de Jesus, Maria e José. 

Após a morte de Santa Afonsa, um bispo indiano que conhecia seus sofrimentos físicos enquanto viva, entendeu que “a dor não é um mal, as provações e dificuldades da vida, aceitas e sofridas com alegria por amor de Deus, obtêm méritos”. 

Quando o Papa João Paulo II viajou à Índia, em 1986, a proclamou beata. Foi canonizada pelo papa Bento XVI em 12 de outubro, de 2008. É considerada padroeira das doenças. 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Santa Natália de Córdoba


Santa Natália nasceu e viveu em Córdoba numa época em que a Ibéria visigótica cristã era dominada pelos muçulmanos. A dominação impunha a lei islâmica, sharia, em todo o território assim como um imposto por pessoa a que cristãos e judeus estavam sujeitos. Apesar de Natália ser filha de maometanos, ela foi criada por um cristão. Seu pai biológico morrera quando ela ainda era bem pequena e sua mãe, Liliana, se casara de novo com um cristão, Félix, que a converteu. Santa Natália cresceu nos preceitos cristãos e se casou com um cristão também. 

Nessa época, reinava o emir Abderramán II que acreditava que se perseguisse os cristãos, o cristianismo perderia força. Muitos mosteiros foram fechados e os cristão impedidos de professarem sua fé em público. 

Um dia, o esposo de Santa Natália, São Aurélio, presenciou uma cena que lhe causou repugnância. Ele viu um cristão amarrado a um jumento e com o rosto voltado para a cauda do animal, ser arrastado até o local de sua execução. A partir desse dia, Aurélio e sua esposa, tomou coragem para praticar sua religião na intenção de encorajar outros cristãos a não renegarem sua fé. A eles se juntaram o casal Liliana e Félix. Os quatro distribuíram tudo que tinham aos mais pobres e foram pregar o cristianismo. 

Em pouco tempo, foram presos e persuadidos a renegarem sua fé. Foram submetidos a 4 dias de tortura para ver se mudavam de ideia. Mas em vão. Por fim, foram condenados à morte e degolados a 27 de julho do ano 852.

domingo, 26 de julho de 2020

Dia dos Avós, Sant'Ana e São Joaquim


Sant'Ana e São Joaquim, foram pais de Maria, mãe de Jesus. Hoje se comemora os dois santos por terem tido o mérito e a virtude de terem dado ao mundo a mãe do Filho de Deus encarnado.

Segundo as escrituras, Sant’Ana pertencia à família do sacerdote Aarão e Joaquim, à família do rei Davi. Conta a história que São Joaquim foi censurado por um sacerdote por não ter filhos. Sua esposa já era idosa e considerada estéril. Mas a fé de São Joaquim o fez ir até o deserto para rezar e fazer penitência. E foi no deserto que um anjo lhe apareceu dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Pouco tempo depois de Joaquim voltar para casa, Sant'Ana ficou grávida. A longa espera para terem um filho foi recompensada pois Maria, filha de Sant'Ana e São Joaquim, foi a escolhida para gerar Cristo, o filho de Deus. 

No oriente, Sant’Ana e São Joaquim foram cultuados desde os primeiros séculos da nossa Era. Já no ocidente, o culto remonta ao século VII quando suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla e distribuídas para várias igrejas na Europa. A maior parte das relíquias estão na Igreja de Sant’Ana, na Alemanha.

A festa litúrgica de Sant’Ana foi instituída em 26 de julho pelo Papa Gregório XIII, em 1584. Na década de 1960, o Papa Paulo VI acrescentou a esse dia, a comemoração de São Joaquim. Por isso, nesse dia, comemora-se também o Dia dos Avós.

sábado, 25 de julho de 2020

São Cucufate


São Cucufate foi um mártir que viveu entre os séculos IV e V da Era Cristã. Ele nasceu em Scillium, província romana de Cartago, na época, e foi um grande divulgador do cristianismo. Seu nome tem origem fenícia e significa “o que brinca”.  Há também uma corrente que traz outro significado para este nome: “poupa”.

Segundo a história, ele era diácono da igreja cristã em Cartago e se mudou para Barcelona para evangelizar novos cristãos. Cucufate teria trabalhado como comerciante nessa cidade, enquanto pregava o cristianismo e batizava os convertidos. Pelos relatos, ele era um homem generoso para com os pobres e também costumava pregar o cristianismo ao lado de São Félix. Em uma dessa pregações, Cucufate, que estava em Ampúrias, foi preso devido às perseguições impostas aos cristãos pelo imperador romano Diocleciano.

Cucufate não renegou sua fé e foi condenado ao martírio. No entanto, após sofrer todo o tipo de tortura, foi degolado. Sua festa litúrgica é comemorada no dia 25 de julho.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Santo Charbel Makhlouf


Charbel Makhlouf foi um monge maronita libanês declarado santo pela Igreja Católica. Nasceu a 8 de maio, em 1828, numa  aldeia que ficava na parte mais alta do Monte Líbano. Batizado com o nome de Youssef (José), Charbel, desde pequeno, ouvia uma voz interior que lhe dizia “deixa tudo e segue a Cristo para ganhar tudo”. Quando jovem, tinha o hábito de rezar em grutas o que mostra que desde cedo a sua opção por uma vida de eremita já se pronunciava. 

Aos 23 anos de idade sentiu forte o chamado de ser monge e seguiu seu caminho. Saiu de casa sem se despedir de sua mãe pois sabia que esta, sofreria muito com a separação. Em sua nova vida, fez votos de pobreza, castidade e obediência. E foi quando quis passar a se chamar Charbel, em homenagem a um mártir do oriente que viveu no século II. 

Entrou para o Mosteiro de Nossa Senhora, em Mayfouq, na Ordem Libanesa Maronita. Após seis anos de preparação, foi ordenado padre e foi viver no Mosteiro de Annaya. Era um monge bem humilde que levava uma vida em comunidade de trabalho no campo e de dedicação à oração e à penitência.  Aos 47 anos de idade, Charbel foi autorizado a morar num eremitério. A vida monástica no oriente atinge o seu auge numa vida solitária. Segundo as normas da Ordem Libanesa Maronita, o eremita permanece sob a jurisdição do superior do convento, fazendo parte da comunidade e das suas obrigações religiosas. 

Quando vivo, operou muitos milagres curando doentes e protagonizando histórias que ficavam evidente o seu poder sobrenatural. Certa vez, quando estava no campo aproximou-se uma cobra dos trabalhadores ameaçando atacá-los. Eles tentaram mas não conseguiram nem afugentá-la ou sequer matá-la. Começaram a pedir a ajuda de Charbel, que já nessa época era conhecido pelo poder que tinha de controlar situações embaraçosas. São Charbel, que estava perto de onde o perigo se manifestara, se aproximou da cobra e com um gesto feito no ar com uma das mãos, a imobilizou. E disse-lhe: “Vá embora daqui, ó bendita”. A cobra então passou por ele e foi embora. 

Em 1898, ao fazer uma celebração da Santa Missa, em que recitava uma prece dizendo “Pai da Verdade, eis o Vosso filho, vítima do Vosso agrado, aceitai-o!”, teve uma parada cardíaca. Veio a falecer oito dias depois, na véspera de Natal, aos 70 anos de idade.


No ano seguinte à sua morte, transferiram seu corpo para um sepulcro mais honroso e para isso tinham que abrir seu túmulo. Sete pessoas testemunharam que o corpo de São Charbel estava intacto. Suas mãos repousavam sobre o peito segurando o crucifixo. Parecia um homem adormecido. O túmulo foi aberto outras vezes mas sempre por duas comissões sendo uma eclesiástica e outra médica. E em todas as aberturas, (nos anos 1901, 1909, 1926, 1927, 1950, 1952, 1955 e 1965) o corpo estava sempre flexível e com aspecto de transpiração. Havia uma umidade ao redor dele. 

Após ser beatificado, em 1965, seu corpo começou o processo de decomposição. E quando, em 1976, o túmulo foi aberto novamente para o processo de canonização, só restava o esqueleto, que apresentava uma cor rosada como o vinho. Foi canonizado a 9 de outubro de 1977 pelo Papa Paulo VI. 
Sua festa litúrgica é comemorada no dia 24 de julho. São Charbel Makhlouf  é padroeiro do Líbano e conhecido como monge eremita. É tido como o símbolo da união entre o oriente e o ocidente e é o primeiro confessor venerado do oriente.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Santa Brígida da Suécia


Santa Brígida era filha do rei da Suécia, uma família piedosa que teve vários de seus integrantes tornados santos católicos. Grande parte da fortuna real foi usada para construir mosteiros, hospitais e igrejas. A princesa Brígida, ou Brigite, nasceu em 1303, e desde cedo participava das obras de caridade. Quando jovem, foi dama de companhia de uma rainha chamada Bianca, da região de Namur, atual Bélgica, e por causa disso, frequentou o luxo e a riqueza. No entanto, não se deixou deslumbrar pelos requintes da realeza. Manteve-se fiel à sua fé e consciência cristã sem nunca se afastar da caridade. 

Aos 18 anos. Brígida se casou com um homem que, embora fosse um nobre, tinha uma vida de vícios e paixões desregrados. Com orações e sacrifícios, conseguiu convertê-lo ao cristianismo e junto com ele praticaram a caridade e a piedade com os mais necessitados. Tiveram oito filhos mas, infelizmente, um deles veio a falecer. O casal decidiu fazer uma peregrinação até o Santuário de Santiago de Compostela, na Espanha. No caminho de volta, seu marido adoeceu e Brígida ficou preocupada que ele fosse morrer. Ao dormir, ela teve uma revelação em sonho, por intermédio de São Dionísio, de que seu marido iria se recuperar. Ele realmente ficou curado e logo puderam voltar para casa. Mas Brígida sentiu que essa revelação era um chamado para que ela tivesse uma vida monástica. Decidiu ingressar no Mosteiro de Alvastra, onde um de seus filhos já vivia como monge. 

Anos depois, após a morte do seu marido, Brígida resolveu colocar em prática um sonho que tinha de fundar um mosteiro duplo com uma ala para os homens e outra para as mulheres. Seu sonho se realizou criando a Ordem do Santo Salvador e lá viveu durante muitos anos. 

Quando o mosteiro fundado por ela recebeu a aprovação oficial da Igreja, ela se mudou para Roma pois sabia que aquela conquista seria apenas o início da sua missão. Trabalhou durante vinte e quatro anos em Roma e construiu 78 mosteiros espalhados pela Europa. 

Santa Brígida da Suécia faleceu em 23 de julho de 1373 durante uma peregrinação à Terra Santa. Após sua morte, a Ordem do Santo Salvador passou a ser dirigida pela sua filha, Santa Catarina da Suécia. Foi canonizada apenas 18 anos após a sua morte e o culto a ela se espalhou rapidamente por todo o continente europeu.

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